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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gosto de pegar seu nome no ar antes de estourar, de segurar suas calças pelos bolsos e de trançar suas mechas nos ouvidos. Você fala comigo olhando nos olhos, abaixo meus olhos de pudor, nunca fui tão olhado. 
A respiração me encoraja a correr para sua boca e interromper seu olhar. Não sei olhar nos seus olhos enquanto fala comigo. Não é covardia, é falta de jeito. Prefiro subir pelas escadas em seu corpo.




Fabricio Carpinejar

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